Entrevista: O que acontece por dentro do SCMC

O Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC) é, atualmente, um evento de conhecimento nacional, indo para sua 7ª edição. Ele já foi palco de apresentação de muitos acadêmicos talentosos de diversas instituições que trabalham em parceria com empresas da região. Esse elo que se faz entre acadêmicos, instituições e empresas agrega conhecimentos a todas as partes, proporcionando experiências que servirão para vida profissional, mas pessoal também, como o trabalho em equipe, a busca pela inovação e por se destacar em meio a tantos trabalhos que merecem ser condecorados.

A Unifebe ficou fora do evento no último ano, mas está de volta, com acadêmicos instigados, porém com receios e dúvidas sobre o SCMC e, para sanar a curiosidade de como as coisas funcionam do lado de dentro do evento, o professor Marcelo Rodrigo Campos organizou uma palestra-debate com ex-participantes que marcaram presença na 6ª edição, no ano passado, a primeira edição a trocar os desfiles finais por ambientações em cápsulas conceituais.

Os estudantes Débora Faustino, Thaís Alessandra Hadamann e Marco Aurélio Ferrari estiveram na Unifebe apresentando seus trabalhos e conversando com os alunos. Confira as entrevistas:

Débora Faustino.

Idade: 20 anos.
Formação:
Técnico em Produção de Moda 
Cursando Moda na Universidade Regional de Blumenau (FURB)

Onde trabalha atualmente:
Na Dudalina.

Qual entidade representava e com qual empresa trabalhou no SCMC?
Senai Blumenau junto a Tecnoblu.

Onde trabalhava na época do SCMC?
Na Hering.

Sua participação exigia uma disposição de tempo em certos períodos e horários para dedicar-se ao projeto. Como foi a relação da empresa onde trabalhava com a sua participação?
Como possuía uma quantidade significativa no banco de horas não tive problemas em sair do local de trabalho.

Qual foi a maior dificuldade que você teve desde a inscrição ao dia do evento?
Sem dúvidas foi o tempo. Arrumar tempo para fazer tudo, trabalhar, fazer os trabalhos do curso e o projeto do SCMC.

Como funcionou a definição do tema para montagem da cápsula? 
Veio da parceria do Jackson Araújo com a sua instituição de ensino e a empresa com quem trabalhei. Foram feitos vários exercícios durante os encontros dos times criativos, até chegar a um tema que agrade a equipe.

Em sua opinião o que distinguiu e chamou a atenção do público na cápsula da sua equipe?
A interação que o público podia ter, cada um deixando um pouco de si na cápsula. 

O que você acha que poderia ter sido diferente, que poderia ter sido melhorado no seu projeto?
Poderíamos ter feitos mais testes, evitando assim alguns erros, mas nada grave que não pudesse ser reparado na hora.

Quanto tempo levou para chegar ao resultado final?
Se não me falha a memória, foi um ano e três meses de pesquisas e muito trabalho.

O que mais marcou na participação do evento?
Poder conhecer pessoas maravilhosas com talentos incríveis, gerando trocas de experiências.

O SCMC já se tornou um evento conhecido e vinculado em diversas mídias. Vocês acreditam que terem participado abriu portas para propostas de emprego?
Não abre portas, mas é algo a mais que é levado em consideração na hora de uma entrevista.

Estar envolvido com um projeto do porte que é o SCMC agrega conhecimentos pessoais e profissionais. O que você diria que pode tirar dessa experiência e que levará para vida?
Conhecimento, muito conhecimento, que é algo que ninguém tira de você.

Marco Aurélio Ferrari.

Idade: 31 anos.
Formação:
Design de Moda – UNIVALI – Incompleto cursando
Técnico em Produção de Moda – SENAI BRUSQUE
Técnico em Artes Cênicas – EPASC – Balneário Camboriú
Baterista – ART MAIOR – Balneário Camboriú
Fotografia Digital – COLO ZOOM – Balneário Camboriú
Administração com Habilitação em Marketing – UNIVALI – trancado 

Onde trabalha atualmente?
Trabalho na criação e desenvolvimento de produtos da minha própria marca – a Cross Job – que tem um estilo rocker. A primeira coleção será Primavera/Verão 2012/2013 e tem como tema Raul Seixas, e está sendo inspirada no filme -documentário nacional chamado “Raul Seixas: o início, o fim e o meio” juntamente com o filme 2012. Uma das preocupações da marca é a valorização do Brasil como produto, valorização da nossa cultura e nossas raízes. O nome da coleção será “O dia em que a terra parou”, devido a essa tensão no ar de “fim do mundo” que, através do filme 2012, ficou incutida na sociedade, que também tem muito a ver com algumas frases do Raul Seixas. 

Qual instituição representava e com qual empresa trabalhou no SCMC?
Na verdade fui selecionado pelo Senai de Brusque, mas quando fomos apresentados ao projeto, passamos a fazer parte de um Time Criativo. Não era separada empresa de instituição. O meu Time criativo era composto por quatro funcionários da empresa Copa & Cia, dois alunos do Senai de Brusque, eu e Fabiana Caetano, mais um professor da instituição. Representavamos o Time Criativo Copa & Cia + Senai Brusque.Onde trabalhava na época do SCMC?
Trabalhava em uma loja masculina chamada Urban Man em Balneário Camboriú. 

Sua participação exigia uma disposição de tempo em certos períodos e horários para dedicar-se ao projeto. Como foi a relação da empresa onde trabalhava com a sua participação?
A relação não foi muito boa, pois em alguns momentos encontrava resistência nas necessidades de saída para os encontros do SCMC. Enfim, algumas empresas, em minha opinião, ainda não viraram o século. Ficaram com suas estruturas voltadas apenas para os resultados, não que isso não seja fundamental, mas não é só isso. Por exemplo: o SCMC agregou muito conhecimento para ser levado a empresa, mas eles não se interessaram em saber e aplicar. Me preferiam dentro da loja vendendo ao invés de conhecer coisas que poderiam colocar a empresa na frente dos concorrentes.

Qual foi a maior dificuldade que você teve desde a inscrição ao dia do evento?
(risos) Foram tantas. Uma delas mencionei na pergunta anterior que foi a própria empresa onde trabalhava. A outra foi conciliar estudo, SCMC, trabalhos de aula, trabalho, filho, família. E como eu acabei assumindo a frente do Time Criativo, as coisas ficaram ainda mais pesadas para mim. Mas também não me esqueço do dia da entrevista com Jackson Araújo, que eu trabalhei das dez até duas da tarde, e peguei a BR pra ir a Blumenau na entrevista e a BR estava sendo reformada. Conclusão, quase não deu tempo de participar da entrevista, pois cheguei na hora que a penúltima dupla saiu da sala de entrevistas e os próximos já éramos nós. Foi por pouco, mas eu desejava muito participar e na minha sala ninguém queria se inscrever comigo, porque meus desenhos eram muito diferentes e ficaram com medo de não serem aprovados, então no penúltimo dia a Fabiana me viu chorando e disse que ia se inscrever comigo. Tivemos um dia apenas para fazer o portfólio. Sou grato até hoje pela Fabiana ter aceitado ir comigo bem em cima da hora. As coisas foram sempre por pouco (risos).

Como funcionou a definição do tema para montagem da cápsula? 
Foi muito legal. Todos os grupos criativos se reuniam em workshops e eram obrigados e estudar um blog de macrotendências e comportamento. Em um deles tivemos que escolher duas dessas macrotendências. Os escolhidos foram Tell Me More – que é a tendência das empresas contarem histórias em suas coleções e produtos – e o Localismo – que é a valorizaçãod o que é local, em todos os níveis socioculturais. Com a eleição dessas macrotendências, já sabíamos que nosso espaço interativo deveria contar a história de algum personagem,  pessoa ou arte da região. Nosso time criativo trabalhou o poeta Lindolf Bell de Timbó, mas nos inspiramos em várias correntes da arte para montarmos a capsolétt collection, como o artista Austin Kleon, que faz remontagem de textos em cima dos próprios textos de um livro ou jornal. Trabalhamos também a arte do biscuit com uma artesã local, a arte do bordado com uma bordadeira da região e trabalhamos a decoração dos espelhos e mesa no estilo Art Nouveau. E tudo tinha que ser apresentado em desenhos anteriormente para aprovação do diretor criativo.

Em sua opinião o que distinguiu e chamou a atenção do público na cápsula da sua equipe?
A capsolétt collection do nosso Time Criativo foi um dos mais comentados, pois era uma empresa que não tinha, a princípio, nada a ver com a moda pré-concebida pelo público que foi ao evento, mesmo porque ninguém imaginava que o evento que antes era feito em desfiles havia mudado o formato para instalações e capsolétt collection. Ter uma empresa no ramo de jogos americanos em um evento de moda não era esperado. Então um local todo branco, bem minimalista, com apenas fios pretos espalhados pela mesa representando a matéria prima do escritor, que é a tinta, criando uma atmosfera de paz e calma, as pessoas puderam saborear as recriações feitas nos poemas do Lindolf. “Jantar na casa do poeta”. Trabalhamos diversos paradoxos. O preto e o branco. Poesias no lugar de alimento em cima da mesa sendo servido como prato principal. Máquinas de escrever no lugar de talheres e copos. A mistura do produto tecnológico, que eram os porta-copos e os jogos americanos feitos em polipropileno em contrapartida com o trabalho manual da bordadeira e da artesã de biscuit, o colorido da poesia fazendo oposição ao ambiente minimalista. Tudo era uma grande contradição, como se dissesse, sim, é possível criar um produto com informação de moda e design numa empresa que não é da área da moda. Mas o que mais foi comentado foi o lustre feito de porta copos, que ficou luxuoso.

O que você acha que poderia ter sido diferente que poderia ter sido melhorado no seu projeto?
Nada. Ele ficou perfeito. Acho que apenas melhoraria a pintura das paredes e do chão.

Quanto tempo levou para chegar ao resultado final?
Pergunta muito difícil, tendo em vista que o projeto SCMC teve várias reformulações de tamanhos das instalações. A cada mudança de medida, era preciso rever todo o projeto. Então quando achávamos que tinha acabado, tinha que começar tudo de novo. Mas para finalizar tudo mesmo foi na noite anterior, seguindo cronograma da organização do evento.

O que mais marcou na participação do evento?
A quantidade de informação e de coisas revolucionárias que está acontecendo no mundo da moda e do design que não nos damos conta porque estamos abitolados nos desfiles de moda. As dificuldades de comprometimento  encontradas no Time Criativo e a festa de encerramento, claro, com um gostinho de dever cumprido.

O SCMC já se tornou um evento conhecido e vinculado em diversas mídias. Vocês acreditam que terem participado abriu portas para propostas de emprego?
Não. Seria ridículo acreditar que o SCMC é garantia de emprego. Mas ele pode ser um diferencial crucial no currículo de qualquer acadêmico de design de moda na hora do recrutador da empresa chamar para uma entrevista. O que pode acontecer é o aluno que está no time criativo da empresa participante ser contratado, mas não fiquei sabendo desse caso nessa edição, ou ainda, como se aumenta a rede de relacionamentos com as marcas e empresas, seu currículo pode chegar a uma empresa participante, dando a oportunidade de ao menos uma entrevista, o quejá aconteceu comigo. Fui chamado para seis entrevistas desde dezembro, mas resolvi fazer o caminho inverso. Não quero criar para a indústria, quero criar para os consumidores. Terei relacionamento de cliente com algumas marcas.  

Estar envolvido com um projeto do porte que é o SCMC agrega conhecimentos pessoais e profissionais. O que você diria que pode tirar dessa experiência e que levará para vida?
Os amigos que fiz, os relacionamentos profissionais e principalmente a minha marca. 

Algo a acrescentar? 
Sim. Gostaria de desejar sucesso nas instalações dos acadêmicos da 3ª fase do Curso de Moda da Unifebe e que nesse ano participem da seleção pro SCMC. É trabalhoso, cansativo, estressante, mas é recompensador. Tudo vale à pena quando a alma não é pequena. 

Thais Alessandra Hadamann.

Idade: 20 anos.
Formação: 

  • Design de Moda 
  • Cursando Comunicação Social – Publicidade e Propaganda
  • Onde trabalha atualmente?
    Super Pank Confeccões.

Qual entidade representava e com qual empresa trabalhou no SCMC? 
SENAI Blumenau + Lancaster.

Onde trabalhava na época do SCMC? 
Já trabalhava na Super Pank Confecções.

Sua participação exigia uma disposição de tempo em certos períodos e horários para dedicar-se ao projeto. Como foi a relação da empresa onde trabalhava com a sua participação? 
De início foi complicado, porém estava certa que queria participar mesmo que isto custasse meu emprego. Após algumas conversas e distribuição de algumas funções minhas, a empresa aceitou, contudo, eu teria que sempre estar com minhas obrigações em dia. 

Qual foi a maior dificuldade que você teve desde a inscrição ao dia do evento? 
A relação com as pessoas é muito complicada. Chegar num acordo do que faríamos foi difícil. A divergência de opiniões é o maior problema.

Como funcionou a definição do tema para montagem da cápsula? 
Através dos posts que a diretoria publicava no micro blog, chegamos ao tema Localismo, o qual todas – ou a grande maioria – das empresas e instituições se identificaram e assim fomos trabalhar o Localismo da Lancaster e toda a sua história.

Em sua opinião o que distinguiu e chamou a atenção do público na cápsula da sua equipe? 
Com certeza a nossa idéia de fazermos os looks em metal. As pessoas não conseguiam acreditar que era possível. Trabalhamos também o mimetismo – toda a estrutura tinha a mesma camuflagem, no caso estampa – foi algo que impressionava as pessoas. A iluminação também atraia e ajudava nas instalações.

O que você acha que poderia ter sido diferente que poderia ter sido melhorado no seu projeto? 
Como em muitos projetos até mesmo no dia-a-dia, imprevistos ocorrem e isto é algo que num projeto desde porte é normal. Durante o processo de fabricação dos nossos looks tivemos problemas em encontrar materiais para trabalhar com as chapas, mas estávamos dispostas a apresentar algo novo para o público, e ocorreram grandes mudanças de ultima hora que afetaram diretamente todo o nosso trabalho e a nossa idéia. Adorei nosso projeto como ficou em seu resultado final, não mudaria em nada apesar de toda a mudança final sem a aprovação das opiniões de nós, estudantes.

Quanto tempo levou para chegar ao resultado final?
Quando iniciamos o SCMC nossa preocupação ainda não estava voltada para o projeto final, a partir do terceiro mês começamos a nos direcionar para ele. Os três primeiros meses foram de imersão e muitas pesquisas para chegarmos a macrotendência proposta pelo Jackson. Então, após estes três meses de pesquisa nos voltamos para o projeto final, e ainda assim faltando 40 dias para a apresentação tivemos uma grande alteração em todo o projeto, algo que foi determinado – e não proposto – pela Lancaster e assim tivemos que trabalhar muito pesado para conseguir entregar dentro do prazo.

O que mais marcou na participação do evento? 
Eu acho que em um evento do porte do SCMC que está entre os 10 mais importantes do país, tudo marca, tudo é importante. É experiência profissional, pessoal, de vida, como ressaltado durante a palestra. 

O SCMC já se tornou um evento conhecido e vinculado em diversas mídias. Vocês acreditam que terem participado abriu portas para propostas de emprego?
Com toda a certeza o SCMC é algo a mais num currículo, acrescenta  pelo conhecimento e experiência, porém não é garantia de emprego para ninguém. Isto é um fato, principalmente porque na nossa região a grande maioria das empresas têxteis não trabalha com o conceito de macrotedências.

Estar envolvido com um projeto do porte que é o SCMC agrega conhecimentos pessoais e profissionais. O que você diria que pode tirar dessa experiência e que levará para vida? 
A principal e talvez mais importante é a convivência com pessoas diferentes, com opiniões diferentes e saber lidar com isso, tendo que dizer sim quando necessário, mas também dizer não e defender seu trabalho, pois você merece uma chance.

Algo a acrescentar? 
Se vocês estudantes de moda tem como objetivo entrar para o SCMC, dedicação é fundamental para este projeto.

Em resumo as entrevistas mostram que participar do SCMC, por mais enriquecedor que possa ser, não abrirá várias portas, mas mostrará novos caminhos e trará visões de alguém com uma bagagem maior. Isso, sem dúvidas, será o diferencial para os que buscam oportunidades na área de moda.

Acadêmicas: Andréia Bernado Brígido, Deise Laís Shaefer, Luana Geanesini e Pricila Kohler.

Foto: Andréia Brígido.

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em fevereiro de 2012.

Para ser SCMC

Está pensando em concorrer a uma vaga para a próxima edição do SCMC? Confira nossas dicas e a avaliação de quem já passou pelo projeto.

O Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC) desperta curiosidade nas pessoas que ainda não participaram do projeto, por isso, aproveitamos  a presença de três estudantes na UNIFEBE que participaram do 6º SCMC para descobrir um pouco mais das oportunidades e exigências de se participar dessa experiência única.

Força de vontade e determinação são pré-requisitos básicos para participar do evento. Marco Aurélio Ferrari, que participou do projeto representando a empresa Copa e Cia e Senai Brusque, diz que aprendeu a ter muita paciência e a trabalhar em equipe, já que todas as decisões dependem da aprovação de um grupo de pessoas. Thaís, que trabalhou em parceria com a empresa Lancaster na cápsula chamada Colorconstruct, diz que teve dificuldades na negociação de horas livres com a empresa em que trabalhava, já que o evento exige bastante tempo para as reuniões e preparação e as mesmas coincidem muitas vezes com o horário comercial, mas o conhecimento e a troca de experiências fazem todo o esforço valer a pena. Já a estudante Débora Faustino que participou do projeto “Print Yourself”, do Senai Blumenau com a empresa Tecnoblu, diz que não teve problemas em conseguir horas de folga no emprego em que estava para as reuniões, pois a empresa que trabalhava também apoiava o evento. Através da experiência desses participantes analisamos nas tabelas abaixo as Oportunidades e Exigências do SCMC.

 

Exigências Oportunidades
A inscrição é em duplas Experiências na vida pessoal
Depois de aprovados, o trabalho deve ser feito em grupo Experiências na vida profissional
Organização do portfólio Aprender a solucionar problemas
Convencer os jurados de que a dupla realmente está apta para participar Aprender a ter paciência
Ter disponibilidade de tempo. Dias de semana e finais de semana Aprender a trabalhar em grupo
Dedicação Oportunidade para criar coisas inovadoras
Determinação para trabalhar com R$10.000,00  Defender o ponto de vista
Criatividade Deixar a criatividade livre. Sair do comum
Conhecer muitas pessoas da área de Design

 

Os participantes do SCMC 6 afirmam que a participação no evento não dá garantia de emprego, mas traz muita experiência e conhecimento, incrementando assim seus currículos.

Fabiana Caetano e Marco Aurélio Ferrari. Instituição: Senai de Brusque. Empresa: Copa & Cia.

Thaís de S. Baader e Thais Alessandra Hadamann. Nstituição: Senai Blumenau. Empresa: Lancaster

Anna Paula Hames e Débora Faustino. Instituição: Senai Blumenau. Empresa: Tecnoblu

Por: Sara Aline Preti, Ligia Dalbosco Baron, Elen Caroline Rossi, Nayane Gonçalves Schimidt, Claudia Santiago e Vanessa Candido.

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em fevereiro de 2012.

 

SCMC: Olhares no horizonte da moda

Inovação, Criatividade e Superação. Tais palavras definem o SCMC como um projeto de moda contemporânea que reúne empresas e estudantes de moda no desenvolvimento de projetos criativos. 

O Santa Catarina Moda Contemporânea (SCMC) foi criado em 2005 com o objetivo de compartilhar tendências e comportamentos de consumo, promovendo o fortalecimento das indústrias têxtil e vestuário catarinenses. O evento, que ocorre uma vez por ano, é um projeto que transforma o mercado através da união entre indústria, instituições de ensino e estudantes.

O projeto tem estratégias baseadas em promover a integração da cadeia produtiva têxtil e do vestuário, compartilhar a visão do design na área de moda, atuar com especialistas garantindo retorno para os públicos envolvidos e incentivar cenários de comportamento, consumo e segmentos dos consumidores.

Durante cinco anos, as edições do SCMC apresentaram desfiles com temas variados, demonstrando a parceria entre empresas do segmento de moda e instituições de ensino. No ano de 2011, o evento atingiu sua 6ª edição de maneira inusitada. Ao invés de desfiles, as coleções desenvolvidas foram expostas em 17 containeres de madeira de reflorestamento, em ambientes totalmente interativos, onde a essência de cada coleção pôde ser vista de perto.

LANCASTER + SENAI BLUMENAU | COLORCONSTRUKT

Com a direção de Jackson Araújo e Luca Predabom, os times criativos tiveram 10 meses para se preparar com palestras, workshops e reuniões. O objetivo era aguçar a criatividade e realizar um projeto diferenciado e criativo, algo realmente contemporâneo.

TECNOBLU + SENAI BLUMENAU | PRINT YOURSELF

 Para o estudante Marcos Aurélio Ferrari, que esteve representando o SENAI Brusque e a empresa Copa e Cia no SCMC#6, os resultados são positivos e geram muito aprendizado, mas participar do evento requer muita dedicação, pois o designer deve ser multidisciplinar e estar atento a tudo o que acontece no mercado.

COPA & CIA + SENAI BRUSQUE | JANTAR NA CASA DO POETA

As empresas que atualmente participam do projeto são: Dalila Têxtil (Jaraguá do Sul), Dudalina (Blumenau), Cia.Hering (Blumenau), Karsten (Blumenau), Kyly (Pomerode), Lancaster (Blumenau), Marisol (Jaraguá do Sul), Oceano (Joinville), RVB Malhas (Brusque) e Tecnoblu (Blumenau).

O público que freqüenta o evento vem de diversas regiões, com várias formações de opiniões. São pessoas que por algum motivo se interessam por algo contemporâneo, que observam o outro lado da moda através do SCMC.

Durante os seis anos de existência, o projeto já recebeu cerca de 28 empresas e 20 instituições de ensino, além de vários estudantes demonstrando suas experiências e habilidades. A próxima edição já está sendo preparada, e neste ano a Unifebe estará marcando presença. Prepare-se!

Por: Amanda Augusta Riffel, Bruna Dirschnabel, Fernanda Emilia e Marthinha Perão Dadam.

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em fevereiro de 2012.

Arte visual: a tendência exibida com criatividade

As instalações  foram a forma que o SCMC – Santa Catarina Moda Contemporânea encontrou para inovar a apresentação do trabalho de novos talentos, fazendo com que as pessoas interagissem com as marcas da região presentes no evento. Pensando nesse conceito, as alunas da disciplina de Estudo Comportamental e de Tendência, 2ª fase do curso de Design de Moda da Unifebe, criaram instalações inspiradas em macrotendências.

As acadêmicas se deslocaram a Balneário Camboriú onde realizaram pesquisas tendo como base o site de tendências WGSN – Worth Global Style Network. A partir desta pesquisa de campo, foram destacadas três macrotendências: neutralidade radical, eco hedonismo e hiper cultura. A sombrinha foi determinada como elemento comum para todas as instalações que deveriam ser customizadas de acordo com sua macrotendência.

Hiper cultura

Esta instalação apresentou a diversidade de culturas onde determinada cultura utiliza elementos de outras para manifestar–se. O grupo procurou apresentar o máximo de elementos culturais como cores, materiais diversos, imagens e artigos decorativos.

Eco hedonismo

Parte da tendência do eco hedonismo significa sentir as texturas da natureza. É o contato do homem com os elementos naturais. A peça determinada foi customizada com materiais ecológicos.

Neutralidade radical

É o novo minimalismo e a misturas de conceitos humanos. Uma dualidade de personalidade bem definida em uma só. Segundo a aluna Fabiane Müller “a sombrinha não foi criada apenas para dias de chuva, mas também para dias de sol muito fortes, complementando o look com um novo acessório”.

Acadêmicas: Bianca A. Maestri, Cintia Ferreira, Francieli Haiderschaidt e Suzamar Correa

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em fevereiro de 2012.

Moda Express

As marcas catarinenses deram o que falar na estréia do Inverno 2012 no Sul Fashion Week. Além de marcas nacionais Sly, Zezzo+, Nadia Reis, Orbitato, Orichua, Brix, Bruna Starling, Carmuranah, Bohoá, Berthô estavam por lá marcando nosso espaço.

A marca Brix, que já é expert no segmento do jeans, foi além do tradicional para alçar vôo sobre a alfaiataria. A nova, mas não menos interessante, Carmuranah lançou sua primeira coleção no denim. Zezzo + investiu na idéia de criar no consumidor o sentimento de “minha calça preferida”.

Dentre as marcas de moda feminina podemos destacar a marca Orichua que, além da sua conhecida moda praia, lançou uma coleção de peças femininas com estilo urbano despojado com sensualidade brasileira inspirada em Londres.

A designer Nadia Reis apostou em peças atemporais com bom acabamento e modelagem impecável.

A guaramirense Lez a lez tem seu foco na moda feminina e apresentou uma coleção romântica inspirada pelos bons momentos da vida, aqueles que “enchem nosso coração de aconchego” como olhar um céu estrelado.

A conceituada marca MarcusSoon, reunindo o talento do catarinense Marcus Marquetti e da coreana Sang Soon Kim,  preparou no desfile uma retrospectiva da marca, exibindo as peças mais marcantes da carreira da dupla. Nos looks com inspiração que vão desde as damas do século XVII às divas da década de 1940, destacaram-se os contrastes que aparecem no mix de texturas e materiais, com transparências, paetês, renda, tule e pele.

A grife de acessórios Fabiana Silva traduziu em suas criações o estilo e o dinamismo da mulher contemporânea. As coleções, desenvolvidas por uma equipe de criação técnica com base em pesquisas internacionais de tendências, são enriquecidas com a criatividade brasileira de forma inusitada ao misturar materiais como metais, resinas, acrílicos, sementes, pedras, cristais, madeira, couro, tecidos e fitas.

Por: Vania Zabel, Marina Sbardelatti, Aline Eccel.

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em janeiro de 2012.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Moda paralela a moda

Entre os dias 25 e 28 aconteceu em Florianópolis a segunda edição do Sul Fashion Week, evento de moda que visa dialogar com o mercado internacional e trazer o que há de melhor no âmbito regional. Os showrooms, que apresentavam coleções de marcas regionais e nacionais para lojistas catarinenses, estava exposto no Hotel Majestic, próximo ao shopping Beira Mar que, em plena sexta-feira de verão (27), tinha grande fluxo de pessoas de diferentes idades e estilos.

No evento pode-se ver mulheres trajadas do street ao sofisticado, em comum a preocupação por um look que transparecesse um visual de quem estava a trabalho.

Em contrapartida nos corredores do shopping passavam jovens descolados, vestidos de forma despreocupada, mas com looks não menos produzidos. Atitude e personalidade eram notáveis em quem queria, sem medo de ousar, ser autêntico.

Criar produções impactantes depende apenas da vontade de fazer parte desse mundo que permite expressar ideias, a forma de ser, de pensar e agir através do vestuário, seja em eventos propriamente de moda ou nas passarelas da rua.

Por: Andréia Brigido Bernardo, Deise Laís Schafer, Luana Geanesini, Pricila Manuela Kohler e Rízia Paegle.

Fotos: Luana Geanesini.

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em janeiro de 2012.

Tendências no Sul Fashion Week

Santa Catarina recebeu de 26 a 28 de janeiro o Sul Fashion Week, maior evento de moda do sul do país que reuniu marcas, compradores estudantes de moda e fashionistas, ajudando a fortalecer a moda em nossa região.  Os desfiles contaram  com  marcas como: Marcussoon, Anna Karenina e Ande (Asociación de Nuevos y Jovenes Diseñadores Españoles), e apresentou as principais tendências para o  inverno 2012.

Brilho: O brilho é uma forte aposta para o próximo inverno. No desfile de Marcussoon esta tendência foi explorado através dos paetês e lantejoulas, e chegou até mesmo a criar formas que surpreenderam.  Esta tendência promete tomar conta das ruas e deixar de ser vista como algo exclusivamente noturno.

Pêlo: O desfile de Marcussoon trouxe um ar de nostalgia e  glamour. Os pêlos apareceram em casacos, boleros e jaquetas e criou um mix de texturas combinado até mesmo com brilhos. Esse material, que apareceu constantemente nas coleções de inverno 2011, promete virar hit da estação.

Os casquetes e fascinators apareceram com mais evidência depois que a realeza inglesa tornou-se popular através do casamento da plebéia Kate e o príncipe William, onde todas as convidadas usaram o acessório. Fascinators, casquetes, chapéus e voilette são itens que, além dar um ar moderno e fashion, incrementam os looks. Nos desfiles do Sul fashion Week marcas como: Marcussoom, Anna Karenina entre outras investiram nesses acessórios provando que além da realeza, gente como a gente também pode usar e abusar desses tantos modelos.Agora é aguardar o inverno chegar e investir no seu melhor look.
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Por: Nicole Cristine Popenga, Jaqueline Lamim, Amábile da Silva, Vanessa Candido e Juliano Dias.
Imagens: We Fashion You
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Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em janeiro de 2012.

Pretinho Básico

O preto é considerado estiloso e poderoso. Sempre deixa elegante quem o veste, mesmo sendo fácil e básico de usar. Dependendo da peça e da maneira como se usa, ele pode representar uma personalidade dark, apenas um look básico ou ainda uma mulher elegante e poderosa. O preto em texturas e shapes diferentes é ofertado ao público por inúmeras marcas para que as mulheres possam mostrar suas personalidades.

Nos eventos de moda, o uso do preto também é indispensável. Na edição de inverno do São Paulo Fashion Week que aconteceu em janeiro de 2012 os fashionistas levaram em conta a praticidade na hora de se vestir. O que acabou dominando os corredores foi o pretinho básico, sem erro.

O SAG Awards, premiação que ocorre em Los Angeles, também teve a presença de muitas celebridades passando pelo tapete vermelho com looks pretos.  Angelina Jolie, Ashlee Simpson, George Clooney, Stacy Keibler, Emma Stone, Tina Fey estavam entre elas.

Visitantes do Sul Fashion Week, evento de moda que aconteceu no final de janeiro  em Florianópolis, foram flagradas vestindo preto em pleno verão e com estilos bem diferenciados. O preto é realmente básico, no mundo todo, em qualquer lugar.

Visitantes do Sul Fashion Week, Florianópolis, janeiro 2012.

 

Edina Siemsen é estilista. Sul Fashion Week, janeiro de 2012

Visitante do Sul Fashion Week, janeiro 2012. Diz que só usa preto!

Por: Claudia Elisa Rocha de Santiago, Sara Aline Preti, Elen Caroline Rossi, Lígia Dalmosco Baron e Nayane Gonçalves Schmidt.

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em janeiro de 2012.

A Moda na Capital Catarinense: o regionalismo com olhar global

Florianópolis respirou moda nos últimos dias de janeiro de 2012. O Sul Fashion Week propõe fortalecer o mercado da moda no Sul do Brasil e globalizar em um só local vários conceitos de moda e de venda, pois além das marcas regionais estão presentes marcas de todo o país. O evento é organizado pela revista Catarina, que está há mais de cinco anos no mercado e, já experiente, percebeu a abertura do mercado regional para realizar o evento.

A programação da segunda edição do evento é bastante vasta, com palestras, desfiles de estilistas renomados, workshops e showroom de marcas com conceitos de moda e coleções agregadas, entre outros. Todos os ambientes são detalhadamente estudados para a satisfação do visitante, e para que os compradores se sintam totalmente informados e seguros na hora da compra, gerando firmes parcerias com as marcas presentes. Entre lojistas, estudantes, blogueiros, os visitantes freqüentam o evento a fim de buscar novas informações referentes ao mundo da moda.

O show room é composto por muitas marcas renomadas e outras que estão em inicio de carreira mas com trabalhos diferenciados no mercado. Para fortalecer o evento, além das marcas da região Sul, estão presentes marcas de todo o Brasil. Grande parte delas participam do evento com uma visão regional, buscando novos clientes na região Sul, mas atingem também diversas regiões do país, pois os lojistas vêm de toda a parte do Brasil altamente qualificados para os negócios.

Com três dias de Showroom e desfiles de marcas nacionais e estrangeiras, notou-se que o evento traz como objetivo a valorização do mercado sul brasileiro, algo que antes não se tinha na região. Marcas que  desejavam aumentar seu mercado na região sul, conseguem hoje atingir seus objetivos através do evento, como conta o representante da marca Folic, Senhor Sérgio “O evento foi muito importante, fizemos boas vendas, conseguimos dar conforto a cliente que vem de longe e conquistamos novos clientes que ainda não conheciam a marca ainda. O SFW fez com que eles conhecessem nossos produtos.” Sérgio acredita ainda que o alcance do evento é mais regional, e que a marca gostaria de participar novamente.

Sr. Sérgio – Representante da marca Folic

É possível notar também alguns pontos que devem ser analisados para o sucesso das edições. A coordenadora da marca Lez A Lez, que tem participado do evento, comenta que organização do Sul Fashion Week poderia ter expandido a área de divulgação para atrair mais clientes, vindos de várias regiões. A coordenadora ainda conta que várias marcas concordam a respeito deste assunto, e que a organização deve rever esta falha na próxima edição do evento.

Mas, apesar destas circunstâncias, o Sul Fashion Week é uma grande oportunidade para lojistas e marcas que querem fortalecer sua atuação no mercado. Mesmo sendo a segunda edição do evento os comentários em sua maioria são positivos e com expectativas de grandes resultados. O evento promete expandir cada vez mais seu potencial e abrir muitas portas para o sucesso, valorizando sempre a qualidade e o potencial do mercado sul brasileiro.

Marcas presentes na segunda edição do Sul Fashion Week

284 Al’Mare Anna Karenina Bertho Bohoá Brix
Bruna Starling Calandra Carmuranah Checklist Doc Dog Dutmy
Ésh Estela Geromini Fabiana Silva Folic Gabriela Faraco Huis Clos
Iriá Iódice Denim Isa Vaz Jorge Ibañez Kamola Rustamova Kevingston
Lez a Lez Lolitta Marcelo Senra MarcusSoon Maria Garcia Nadia Reis
Estúdio Orbitato Orichua Richards Sara Ostos Sly Uma
Zazo & Brull Zezzo +        

Por: Amanda Augusta Riffel, Bruna Dirschnabel, Fernanda Emilia e Marthinha Perão Dadam.

Este texto foi redigido na disciplina de Comunicação de Moda em janeiro de 2012.